Ataque norte-coreano a ilha da Coreia do Sul foi 'ação isolada', dizem EUA

24/11/2010 19:05

 

Os EUA acreditam que o ataque de artilharia da Coreia do Norte a uma ilha da Coreia do Sul, ocorrido na terça-feira, foi uma "ação isolada" e não parte de uma campanha militar maior, disse o Departamento de Estado nesta quarta-feira (24).

O porta-voz da diplomacia americana, P.J. Crowley, também disse que os EUA esperarm que a China use sua influência sobre a Coreia do Norte para conseguir que o regime de Pyongyang interrompa seu "comportamento provocativo", dizendo que Pequim pode ter um papel "chave" para tentar acalmar a situação.

"A China tem um papel essencial para levar a Coreia do Norte para uma mudança de direção radical", disse Crowley. Pequim deve enviar uma mensagem direta ao regime norte-coreano e serão claro quanto nós."

A declaração foi divulgada horas depois de a própria China ter pedido calma e moderação às Coreias, depois do incidente que matou quatro sul-coreanos na véspera próximo à fronteira dos países.

Morador percorre nesta quarta-feira (24) área da ilha de Yeonpyeong destruída pelo ataque norte-coreano da véspera.
Morador percorre nesta quarta-feira (24) área da ilha de Yeonpyeong destruída pelo ataque norte-coreano da véspera. (Foto: AP)

O comunicado do Ministério de Relações Exteriores da China foi a primeira resposta oficial ao incidente do país, aliado da Coreia do Norte. Ao contrário dos demais países, Pequim não condenou o regime de Pyongyang pelo bombardeio.

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  • "A China considera este incidente muito seriamente, e expressa dor pela perda de vidas e propriedade, e estamos ansiosos pelas consequências", segundo o comunicado.

"A China pede fortemente às Coreias do Norte e do Sul que exerçam calma e contenção, e, o mais rápido possível, comecem diálogo e contatos."

mapa ataque coreias
Mapa localiza o ataque. (Foto: Arte/G1)
 

Finalmente, o texto diz que a China se opõe a "quaisquer ações danosas à paz e à estabilidade" na Península da Coreia.

Sucessão
O Pentágono acredita que o ataque  norte-coreano está ligado à sucessão do líder Kim Jong-il, disse nesta quarta-feira (24) o principal chefe militar dos EUA.

O almirante Mike Muller, chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, disse que os americanos estão trabalhando com seus aliados para responder ao ataque, mas afirmou que é "muito importante" que a China lidere os esforços.

"O único país que tem influência sobre pyongyang é a China, então a liderança deles é absolutamente crítica", disse em entrevista à TV.

Apelo à China
Na véspera, o presidente dos EUA, Barack Obama, já havia pedido ajuda à China para botar "panos quentes" na crise.

Obama solicitou à China que explique à Coreia do Norte "a existência de regras internacionais que devem ser respeitadas".

"Peço à comunidade internacional, mais uma vez, que ponha a Coreia do Norte sob pressão", disse o presidente americano.

 

 

FONTE:  globo.com